Bandeira e Brasão

Brasão e Bandeira

O Brasão de Armas de Campina do Monte Alegre foi elaborado pelo doutor, heraldista e vexilólogo Lauro Ribeiro Escobar, oficializado pela Lei nº 088, do dia 28 de março de 1994.

Em sua composição, o especialista buscou inspiração nas características geográficas, culturais, artísticas, históricas, religiosas, econômicas, da fertilidade da terra e em facetas do povo trabalhador, hospitaleiro e empreendedor da cidade.

A peça pode ser descrita da seguinte forma: um escudo ibérico, de goles, com um acompanhado de dois gládios de prata e chefe deste, carregado de uma cruz pátea de blau, entre duas rosas heráldicas do campo; com portas abertas de sable, com suportes, à destra, um ramo de algodoeiro, e à sinistra, uma haste de cana de açúcar, ambos ao natural e listel de goles, com o topônimo "Campina do Monte Alegre, de prata.

 

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Interpretação e significados

O escudo ibérico era usado em Portugal à época do descobrimento do Brasil e sua adoção evoca os primeiros colonizadores, desbravadores e exploradores de nossa pátria.

A cor de goles, em vermelho, do campo do escudo, tem significado heráldico de audácia, valor, galhardia, intrepidez, honra, nobreza e derramamento de sangue em batalha, e os gládios, isto é, espadas romanas simbolizam a guerra e a Justiça, tudo para demonstrar que Campina do Monte Alegre foi palco da Guerra Constitucionalista de 1932, quando São Paulo desembainhou a espada em cumprimento à lei e na defesa dos princípios democráticos.

O mantel, por sua forma peculiar, indica as elevações, e, no Brasão de Armas de Campina de Monte Alegre alude ao monte que se incorporou ao topônimo que o município ostenta. As faixas onduladas em blau, ou em azul, são as heráldicas representações dos cursos de água, sublinhando a riqueza hidrográfica da cidade, com os rios Itapetininga e Paranapanema.

Já o chefe é a primeira das peças heráldicas honrosas de primeira ordem, e o metal prata é designativo de felicidade, pureza, temperança, formosura, franqueza, integridade e amizade, em referência à pureza das águas dos rios que banham a cidade, e ao ambiente de cordialidade e hospitalidade dos moradores da urbe.

A cruz pátea salienta a origem religiosa do povoado, com o encontro da imagem de São Roque pelo menino Onório Gomes, a ereção da capela sob a invocação do Santo e ainda o primeiro topônimo da aldeia que se esboçava: Capelinha, que pouco depois foi alterado para Terras de São Roque.

A cor blau, ou azul, é emblema de Justiça, formosura, doçura, nobreza, vigilância, serenidade, constância, dignidade, zelo lealdade, recreação e revela atributos de administradores e munícipes na busca do progresso para a cidade, bem como aponta as belezas naturais da região.

As rosas heráldicas simbolizam a honra, suavidade, pureza de costumes, nobreza e mérito reconhecido, que são virtudes da comunidade local.

A coroa mural é símbolo da emancipação política, e, de prata, com oito torres, das quais unicamente cinco estão aparentes, constitui a reservada às cidades; as portas abertas de sable, em preto, proclamam o caráter hospitaleiro dos moradores do município.

O ramo de algodão e a haste de cana de açúcar atestam a fertilidade das terras de Campina do Monte Alegre e rememoram as primeiras plantações.

No listel de goles, o topônimo Campina do Monte Alegre, em letras de prata, identifica o município.

 

Bandeira

A bandeira,  também de autoria de Lauro Ribeiro Escobar, é retangular, de azul, com um triângulo isósceles de branco, movante de tralha, carregado de um triângulo de vermelho, sobrecarregado de outros triângulo de branco, e este, do Brasão de Armas de Campina do Monte Alegre.

 

 

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